Clara nasceu em 1912, quando Belém chorava o fim da era dourada da borracha. Em 1929, aos 17 anos, tornou-se a primeira mulher química formada na região Norte, e uma das cinco do país – isso em uma época em que mulheres não podiam votar. No início dos anos 1970, a cientista revolucionou ao propor o monitoramento do desmatamento da Amazônia por satélite e a sugerir o uso do manejo sustentável no lugar da agropecuária, como forma de manter a floresta em pé e gerar renda à população local.
Clara Pandolfo não apenas antecipou o futuro da Amazônia, ela contribuiu cientificamente com a sua história.